A fidelidade à Igreja é fidelidade a Cristo

No segundo dia em Portugal (5 de Julho), o prelado do Opus Dei encontrou-se de manhã com um grupo de sacerdotes e seminaristas, e de tarde com outros fiéis da prelatura

Do Prelado
Opus Dei - A fidelidade à Igreja é fidelidade a Cristo

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Na manhã da quarta feira, 5 de julho, na Casa de Convívios de Enxomil, Mons. Fernando Ocáriz, conversou durante quarenta e cinco minutos com um grupo de padres de várias dioceses, padres da prelatura, e dez seminaristas.

Alentou os presbíteros a ser “sacerdotes a 100%. Que sejamos vibrantes a pregar a palavra de Deus, que é sempre eficaz. E que tenhamos sobretudo um enorme interesse, crescente, apesar de que às vezes possa vir o cansaço, pela Eucaristia.”

"Que sejamos vibrantes a pregar a palavra de Deus, que é sempre eficaz"

Sublinhou também a importância da fraternidade entre os sacerdotes: é preciso “estimar a sério os nossos irmãos os sacerdotes. E, na medida que pudermos, ajudar e deixar-nos ajudar”.

Um dos assistentes perguntou-lhe como pregar bem quando se pensa que o público é melhor que o pregador. O prelado responde que uma boa prática “é pregar para si mesmo. Que quando pregamos procuremos fazer oração, não fazer só uma exposição abstracta, teórica, por bonita que seja. Aquilo que estamos a dizer aplico-o eu em primeiro lugar, porque preciso. Quando isso é sincero, como deve ser, então não há que ter qualquer reparo ao pregar.”

Neste encontro falou-se de ainda de outros temas: a importância da unidade dos sacerdotes entre si, com o bispo da diocese e com o Papa; a atenção pastoral às famílias; a oração como método pastoral mais eficaz; e a necessidade de ser conscientes do amor que Deus nos tem como base inabalável de alegria, mesmo no meio de grandes adversidades.

Mons. Fernando Ocáriz saudou alguns dos presentes, entre os quais estava o Tiago, seminarista de Braga, que padece de uma cegueira progressiva desde a infância por causa de uma doença congénita, e que está a preparar-se para o sacerdócio com a ajuda da tecnologia e de uma cadela-guia.

Abraço do Prelado a Tiago, um seminarista de Braga que padece de uma cegueira progressiva desde a infância

Encontros no Porto

De tarde, o prelado plantou um carvalho no jardim da Casa de Convívios de Enxomil, e teve dois encontros com pessoas do Opus Dei. No primeiro, Paula, que reside nos Açores, ofereceu-lhe uma imagem de Nossa Senhora da Esperança. Outra assistente contou alguns aspectos de uma acção de voluntariado que universitárias portuguesas vão realizar no próximo mês de Agosto em Cabo Verde.

Mons. Fernando Ocáriz saudou também três das primeiras mulheres da Obra em Portugal: Judite, Guilhermina e Glória. Falou com o casal Maria José e Luís que estavam acompanhados da família.

A neta mais velha contou que está envolvida numa iniciativa que consiste em oferecer a Deus cem terços, cem horas de estudo e cem horas de oração junto do sacrário.

Ao final da tarde, num centro do Opus Dei situado no Porto, o prelado deu uma conferência em que comentou a carta pastoral que escreveu aos fiéis da prelatura em Fevereiro passado. Destacou que a fidelidade à fé, à Igreja e à própria vocação é sempre fidelidade a Cristo. Por isso, é necessário “recordar o que dizia São Paulo: para mim, viver é Cristo, é ser Cristo”.

Antes de regressar à Casa de Convívios de Enxomil, conversou com um grupo de jovens. Um deles referiu-se ao grande incêndio que há duas semanas devastou o centro de Portugal, causando mais de sessenta vítimas, e perguntou como aceitar o sofrimento. Mons. Fernando Ocáriz começou por distinguir o sofrimento que depende da liberdade daquele outro que é provocado por situações como uma catástrofe natural, que não depende da liberdade humana. “É um mistério que não poderemos entender completamente”, precisou, mas a partir da cruz de Jesus Cristo sempre podemos procurar algum consolo. Na cruz, é Deus quem quer passar pelo sofrimento, e desde então, de algum modo, o sofrimento pode transformar-se em salvação, pelo amor.


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